Court McGee - Trazendo uma mensagem diferente para o octógono

"Gosto de estar na luta. Gosto de tentar descobrir como derrotar o outro cara no cage". - Court McGee
"Eu sou seu vizinho".

Para a maioria, o que essa declaração benigna e simples significa se perdeu com o tempo. Para o vencedor da 11ª temporada do The Ultimate Fighter é um testemunho vivo, Court McGee quer dar exemplo para os outros que têm problemas como ele teve. Ou seja, aqueles que lutam contra o vício. O sucesso de McGee no MMA só pode ser ofuscado por seu sucesso paralelo na sobriedade. Estas duas viagens bem diferentes são a mesma para McGee e - combinadas - fizeram dele um cidadão bem sucedido na vida.

"Estar bem a cada dia é importante, mas ter certeza de estar bem pelas razões certas todos os dias é ainda mais importante", diz McGee. "1961 dias atrás (no momento desta entrevista), eu estava sóbrio e foi a última gota de álcool ou droga que consumi. 1961 dias atrás. Vivi um dia de cada vez. Se você tivesse me visto cinco anos e meio atrás, se eu fosse seu vizinho, na real não seria seu vizinho, eu estava triste. Eu posso dizer agora que sou um membro produtivo da sociedade. Eu pago impostos, meus carros tem documentos em dia, tenho uma casa, tenho uma hipoteca e estou pagando todos os meses, tenho dois filhos, tenho uma esposa, tenho plano de saúde e estou feliz. Eu tenho um gramado, tenho meu próprio cortador de grama, capino meu próprio gramado e isso é importante. Isso é importante para as pessoas que olham para mim, me vêem e me assistem como fãs e como um vizinho, sou um cara normal. Eu sou seu vizinho".

Aos 26 anos, McGee superou muitas adversidades na vida. Os grandes lutadores que chegaram no UFC tiveram que manter a garra pelo caminho para chegar até aqui, mas eles geralmente não começam suas odisséias no MMA imediatamente após vários anos, anos esses que McGee descreve como uma "tempestade de destruição". O que geralmente não é o ponto de partida para se tornar um atleta profissional, mas é o propósito da história de McGee, e ele está aqui para provar que pode ser feito. E com um recorde de 13-1, e mais o troféu do TUF, significam que McGee está certo.

"Este é um esporte muito difícil", afirma McGee. "Ele exige de você mentalmente e fisicamente e não são muitas as pessoas fazem uma grana legal nele. Eu faço isso para levar a mensagem até outras pessoas que lutam, há uma saída. É por isso que eu me levanto todos os dias e luto. O motivo número dois é o pagamento, pois posso cuidar melhor da minha família. Antes de entrar no show, eu disse que faria qualquer coisa para ter uma carreira, desde que minha família não ficasse desamparada. Isso significava que eu tinha de gerir a mim mesmo, aprender sobre patrocínios e contratos. Perdi dinheiro em contratos, fui enganado em alguns contratos. Eu assinei um contrato de US $300 por mês durante seis meses e depois o meu treinador roubou o dinheiro. Foi barra pesada. Tive que encontrar um novo treinador. Tive que competir doente e contundido. Mas não importa, porque determinação, dedicação e perseverança superam qualquer coisa neste esporte".

No dia 17 de setembro no UFC Fight Night 25, em Nova Orleans, "The Crusher" vai entrar no octógono, pela terceira vez para lutar com Dongi Yang da Coréia do Sul. Yang (10-1) experimentou sua única derrota diante de Chris Camozzi em uma decisão dividida no UFC 121. Em março, "The Ox" voltou a vencer com um TKO no segundo round sobre Rob Kimmons. O produto da Korean Top Team ganhou todas as suas lutas por interrupção, com nove delas por nocaute.

"[Yang] lutou na mesma noite que eu no UFC 121 e ele lutou com um amigo meu, Chris Camozzi, um dos caras do reality show", diz McGee. "Chris disse que ele era forte e que coloca pressão no round inicial. Ele é um canhoto, então provavelmente vai tentar diretos de esquerda. Ficarei longe de seu pé direito, porque essa foi uma das primeiras coisas que aprendi no boxe. Eu sei que ele derrubou caras com ganchos de direita e impôs alguns TKOs no ground and pound".

Além disso, o nativo de Utah não está interessado em descobrir mais sobre Yang até o os dois se encontrarem no cage. Considerando que alguns lutadores podem agonizar sobre um vídeo de seu oponente, McGee está focado em garantir que ele será o melhor possível no dia. É essa mentalidade pragmática de viver uma dia após o outro que colocou McGee no MMA, no TUF, que o fez vencer o TUF, e, acima de tudo, a sobriedade. McGee não está preocupado com o futuro, ele vive o hoje intensamente, então na hora na luta ele estará pronto para Yang.

"Você pode se complicar muito e perder tempo pensando sobre coisas que ainda nem aconteceram", afirma McGee. "O principal é chegar lá em grande forma e sem lesões. A única luta que me preocupei realmente em estudar o video foi contra o Jeremy Horn e eu perdi. Vi e re-vi o chute na cabeça do Forrest Griffin e o nocaute. Meu pai foi meu corner nessa luta. Eu estava treinando numa academia pequena com os caras que nunca haviam lutado. Chegue em forma e preparado para lutar. É uma luta. Essa passa a ser a minha lista das três coisas favoritas a fazer. #1 é para levar a mensagem a pessoas que lutam. #2 é o pagamento para cuidar melhor da minha família e #3 é eu gosto da competição. Gosto de estar na luta. Gosto de tentar descobrir como derrotar o outro cara no cage".

Ficar sem lesões foi uma tarefa quase impossível para McGee no ano passado, ele sofreu contusões após contusões desde a conquista do TUF. "Consegui entrar no UFC e me contundi antes da minha primeira luta fora da casa", disse McGee, que inicialmente quebrou o segundo metacarpo em sua mão direita na cabeça de Ryan Jensen no segundo round da luta no UFC 121. Após a cirurgia e o tempo de molho, McGee machucou o joelho esquerdo durante uma movimentação com Jake Shields, Ramsey Nijem e Gilbert Melendez, em preparação para uma luta, em junho. "Foi a coisa mais frustrante que me aconteceu".

Depois das lesões que McGee teve após as duas lutas e duas vitórias no UFC, "The Crusher" está saudável e tem treinado sem parar para esta luta. "Nossa academia em Orem é The Pit Elevated, e é basicamente The Pit Utah", diz McGee, cuja ligação com a academia de renome (The Pit) começou no TUF, quando McGee foi escolhido para estar na equipe de Chuck Liddell. "Entrei na casa e fui escolhido por Chuck e simplesmente me apaixonei por cada um daqueles caras: Jake Shields, Scott Epstein, Howard Davis Jr., John Hackleman e Chuck. Após o show, liguei para Chuck e perguntei se ele achava que John gostaria de me treinar. Chuck me deu uma passagem de avião e fiquei na casa dele, treinando com ele quando ele estava se preparando para Rich Franklin".

Agora, McGee está definido em rota de colisão com "The Ox" neste fim de semana. Logo, todo o tempo e energia com a equipe The Pit Elevated, com seu treinador de Jiu-jitsu Jason Mertlich e com seu treinador Hackleman, serão colocados a prova no UFC. É por isso que McGee está aqui, para mostrar que tudo é possível se você trabalhar e lutar por isso. Para ele, é mais que uma luta, é a celebração da vida.

"Estou muito animado", exclama McGee. "Agora é a hora. Não é só chegar no UFC e pronto, acabou. Agora é a minha chance de dar tudo o que tenho. Independentemente do que acontecer, eu coloco 100% do meu esforço todos os dias e em todos os treinos e faço o melhor possível para me certificar que darei meu melhor na frente do mundo. Estou animado. Tenho um grande adversário. Eu vou estar lutando no mesmo card do meu amigo Jake (Shields). Minha esposa, minha mãe e meu pai estarão lá. Clay Harvison, que treina com a gente, e um outro cara chamado Jorge Lopez, que eu venho treinando há anos, vão lutar também. Estou animado para dar tudo o que tenho. Isto é o que  faço e é assim que levo a mensagem. E eu estou sem lesões, o que me torna ainda melhor".

Sábado, Abril 26
11PM
BRST
Baltimore, MD

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