UFC 20 anos: Royce Gracie

Lendário membro do Hall da Fama do UFC, Royce Gracie fala dos 20 anos de UFC...
UFC Hall of Famer Royce GracieEle é o homem que começou tudo, vencendo três lutas em uma noite em 12 de novembro de 1993 para vencer o primeiro torneio do UFC e praticamente dar vida a um novo esporte nos Estados Unidos. 20 anos depois, Royce Gracie olha para o passado e o presente do UFC.

Quando você entrou no Octógono pela primeira vez em 1993, você achava que o UFC estaria aqui 20 anos depois?
Sim. Fiquei surpreso que não existia ainda na América. Eu sabia que ia se espalhar pelo mundo depois que a América descobrisse.

Você fez uma das melhores citações na história das artes marciais mistas quando estava voltando para enfrentar Matt Hughes em 2006. Você disse sobre o UFC, "Esta é a minha casa, eu a construí." Como você acha que está essa casa hoje?
Está melhor do que nunca. Agora se tornou mundial e se tornou o sonho de uma nova geração de crianças. No basquete, futebol americano ou futebol, as crianças crescem e dizem, um dia vou jogar na NBA, quero jogar para a NFL, ou quero jogar na maior Liga de futebol. E agora eles também dizem, um dia quero ser lutador do UFC. Com seis ou sete anos, eles já estão falando disto e planejando o futuro.
 
Você foi escolhido para representar a família Gracie no primeiro UFC. Como foi este processo de seleção?           
Foi praticamente decisão de Rorion e de meu pai. Eu tinha o peso certo na hora certa, e não era muito grande nem muito pequeno. Estou feliz que me deram uma chance. Estava louco pela oportunidade.

Você sentiu muita pressão lá, sabendo que estava representando sua família e o jiu jitsu também?
Ao mesmo tempo que eu sabia que havia pressão, eles tiravam a pressão me dando muita confiança. Ė isto que o jiu jitsu Gracie te dá - confiança. É como se já tivesse visto esse filme antes, é só entrar lá e fazer. Eles me diziam "Quando você estiver lá, é um homem contra o outro. É só você e ele." E não existe mistério nisso. Você não está lutando contra cinco pessoas, somente um cara, então não se preocupe.

Muitos acreditam que se você não houvesse vencido o primeiro torneio do UFC o esporte nunca teria decolado como aconteceu. Você acredita nisso?
Acho que o esporte teria decolado. O jiu jitsu Gracie teria sido um pouco mais difícil. Mas o esporte continuaria, não importa quem tivesse vencido. Só teria dado mais credibilidade para a outra arte. O jiu jitsu Gracie ganhou toda a credibilidade.

Como é ser uma influência tão grande em uma nova geração de lutadores?
É incrível, mas com que me sinta velho as vezes. Verei alguém dizer "Estou lutando por causa de Royce Gracie. Eu o vi lutar quando eu era pequeno," e eu direi "muito obrigado". (Risadas)

Você pensa em lutar de novo?
Chega de lutar. Você tem que saber a hora de parar neste negócio. Para mim já acabou.

Quem são os lutadores que você gosta de assistir hoje em dia?
Gosto de assistir os caras que sabem usar a estratégia, não somente os caras que entram lá e brigam. Sigo os campeões, e é por isso que eles são campeões. Eles fazem a luta parecer fácil, e todos sabemos que não é.

Se você pudesse pegar uma luta e colocar em uma cápsula do tempo para dizer "este era Royce Gracie," qual seria?
Akebono. Ou, espere, Kimo. Espere, Ken Shamrock. Talvez Dan Severn. Ou talvez Sakuraba. É por isto que estou na história. Não havia lutas pequenas, todas eram grandes lutas contra oponentes duros.

O que você acha que seu pai Hélio teria pensado ao ver o UFC completar 20 anos?
Antes de ele falecer, ele estava orgulhoso do que Rorion criou no UFC e do que eu representei para a família. Ele estava muito orgulhoso do que conquistamos. Ele disse, traga isto para a América e o mundo todo irá descobrir. E foi o que aconteceu.

Sábado, Abril 26
11PM
BRST
Baltimore, MD

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