Renan Barão - Fazendo do sonho realidade

"O UFC era o meu destino, eu estava pensando em um jeito de fazer parte do show, e mesmo tendo pesado no máximo 68 kg em toda a minha carreira, eu queria ter uma chance por lá".  - Renan Barão
O faixa marrom de Jiu-jitsu Renan Barão está atualmente atravessando o mesmo sentimento de sonho que todos os competidores de alto nível querem ter quando estréiam em grandes eventos. Mas enquanto ele se prepara para sua luta no UFC 130 contra o primeiro campeão dos penas do WEC, Cole Escovedo, a chegada de Barão no octógono é vista como obra do destino.  

O produto peso galo de 24 anos da Kimura/Nova União é um veterano de 29 lutas, com 27 vitórias, 1 derrota e 1 NC, e apesar de lutar até 61kg, a idéia de entrar no UFC era tão forte que ele estava disposto a arriscar tudo para chegar lá.
     
"Quando eu assinei o meu contrato para lutar no WEC, eu estava muito feliz, porque esse foi o reconhecimento de um trabalho bem feito", diz Barão. "Mas eu não posso mentir, o UFC era o meu destino, eu estava pensando em um jeito de fazer parte do show, e mesmo tendo pesado no máximo 68 kg em toda a minha carreira, eu queria ter uma chance por lá".  
   
Antes da migração das divisões até 61kg e até 66kg do WEC para o UFC no final de 2010, as opções de Barão eram poucas se você olhasse para a divisão leve do UFC e os monstros que nela habitam. Atuar nessa divisão seria uma garantia de que Barão seria superado na força e perderia uma das habilidades mais emocionante dos pesos galos - a velocidade.
     
Dar vantagens a um adversário não está na mente de nenhum lutador, especialmente de Barão, que já passou por uma situação semelhante em sua estréia. Uma vez que ele enfrentou um lutador muito mais experiente, quando tinha apenas 18 anos de idade.
     
"Eu vi meus parceiros de treinos lutarem MMA, e eu disse ao meu treinador (Jair Lourenço), 'Isso é o que eu quero fazer'. A possibilidade de lutar pela primeira vez foi incrível, porém uma mistura de adrenalina em demasia, além de experiência extra do meu adversário acabou comigo e eu quase me aposentei prematuramente do MMA".    
   
O apoio dos companheiros permitiu a Barão abandonar a idéia de não lutar mais no MMA, e ele começou a sua carreira brilhante, derrotando adversário após adversário e fazendo um nome no Nordeste do Brasil. Esta região sofre com um preconceito, onde os lutadores de lá são vistos como tendo muita raça, mas pouca técnica. Barão discorda, dizendo que os combatentes do Nordeste têm a mesma dureza e habilidade, mas menos publicidade sobre seus feitos.
     
"Eu ouvi isso várias vezes sobre a galera do Nordeste do país. É um rótulo errado, eu me senti preparado para bater caras do Sudeste após as lutas que eu fiz na minha região", disse ele. "Temos menos cobertura da mídia nos nossos eventos, e por isso as pessoas pensam que nossos currículos são enganosos. Eu estava acostumado a lutar com 30-60 dias de descanso e, antes da minha estréia no WEC, lutei dois torneios, despachando dois caras em cada noite".
      
Enganosa é uma palavra que está muito longe da credibilidade de Barão no cenário do MMA. Filho de um professor de boxe (Netinho Pegado), o garoto era brigão quando mais jovem e sua família queria concentrar sua energia de maneira positiva, não em brigas de rua. Mas ele não iniciou nas artes marciais com seu pai, em vez disso, o homem que descobriu o talento natalense para o MMA foi o pioneiro do Jiu-jitsu no Rio Grande do Norte, Jair Lourenço. Barão se orgulha por ser um lutador completo, devido as escolhas iniciais que fez.  
   
"Eu sempre levantei a bandeira da Kimura/Nova Uniao e comecei a faturar medalhas na arte suave como campeão Norte/Nordeste, decacampeão potiguar e terceiro lugar no Pan Americano, diz ele, listando suas principais conquistas no esporte amador. "O treinamento em Natal com meu pai e o Jair no Rio de Janeiro com o treinador André Pederneiras, Johnny Eduardo, Eduardo Dantas, Marlon Sandro, José Aldo, Diego Nunes, Leonardo Santos e muitos outros me fizeram o que as pessoas gostam de ver, um lutador completo. Eu posso lutar em pé, posso lutar no solo, posso aplicar quedas e este jogo completo que adquiri, devo a esses grandes caras do meu lado".  
     
Diante de um adversário diferente do seu original (Barão estava programado para enfrentar Demetrious 'Mighty Mouse' Johnson, que agora encara a ex-campeão do WEC bantamweight Miguel Angel Torres neste fim de semana), o natalense não está preocupado com a mudança. Como ele mesmo gosta de dizer, tudo está nas mãos de Deus e foi Ele quem não deixou Barão se aposentar após uma estréia sem brilho em 2005 e direcionou para 27 vitórias em 29 lutas.  
    
"Eu estou vendo essa alteração (de adversários), normalmente, da mesma forma que eu estou encarando minha estréia no UFC. Eu posso dizer que estava 100 vezes mais nervoso quando lutei no WEC 49 (junho de 2010 - sua estréia internacional), do que agora, lutando no UFC. Eu acredito que uma vitória é uma vitória, e eu preciso consegui-las até chegar na minha chance pelo título. Johnson está vindo de boas vitórias, Escovedo é um ex-campeão do WEC, qualquer um dos dois é uma luta valiosa. Eu deixo Deus ditar o ritmo do meu destino, e o que Ele quiser, será".  
    
Igual a seus conterrâneos Toquinho, Cacareco e Tibau, Renan Pegado, conhecido como Barão, também tem aquela mesma origem engraçada quando se trata de apelidos. Assim, embora possamos pensar que Barão vem de algo relacionado com o título de nobreza da família Pegado, o lutador explica que sua avó é a responsável pelo apelido.    
 
"Eu gostaria que fosse", diz ele das pessoas pensando ser um título de nobreza. "Mas isso vem de uma novela brasileira, Sinhá Moça. Eu nasci após o grande sucesso dela na TV e lá estava um barão chamado 'Barão de Araruna' (risos), então a minha avó disse à minha mãe: 'Agora, Renan vai ser o nosso barão', e esse apelido esta comigo desde então".     
Sábado, Abril 26
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